MUNDO LIVRE
domingo, 27 de maio de 2012
sexta-feira, 25 de maio de 2012
sábado, 28 de janeiro de 2012
O que é a SOPA?
O que é a SOPA?
- Por Brian Barrett

Se você não tinha ouvido falar da SOPA antes, provavelmente você ouviu hoje: alguns dos sites mais influentes da internet — Reddit e Wikipédia entre eles — estão em blecaute para protestar contra a lei bem maligna antipirataria. Mas além de ser uma coisa bem ruim, o que é a SOPA? E o que isso significa para você caso a lei seja aprovada?
SOPA é uma lei antipirataria sendo discutida no Congresso americano…
Presidente do Comitê Judiciário, o texano Lamar Smith, com outro 12 coautores, introduziu a Stop Online Piracy Act em 26 de outubro do ano passado. Debatida como H.R. 3261, seu número original, ela foi ouvida no dia 16 de novembro e novamente “ajustada” em 15 de dezembro, com o intuito de deixar a lei mais aceitável para ambos os partidos americanos. Sua contrapartida no Senado é o Project IP Act (S.968). Também conhecida por mais um nome engraçado para nós brasileiros: PIPA. Aparentemente haverá uma votação da PIPA no próximo dia 24; as discussões sobre o SOPA foram postergadas para fevereiro deste ano.
…que dá aos criadores de conteúdo um poder extraordinário sobre a internet…
O coração do SOPA é a habilidade de donos de propriedades intelectuais (leia-se estúdios de filmes e gravadoras) serem capazes de simplesmente desligarem sites estrangeiros que infrinjam os direitos autorais delas. Por exemplo, se a Warner Bros. disser que um site na Itália está disponibilizando o torrent de uma cópia do filme do Batman, o estúdio pode ordenar que o Google remova o site de seus resultados de busca, que o PayPal não aceite mais pagamentos para ou daquele site, que serviços de publicidade removam o sistema dele e, mais perigoso ainda, que os provedores de internet impeçam que as pessoas entrem no site.…que basicamente não checa as afirmações…
Talvez a parte mais absurda do SOPA em sua ideia original é que os provedores de internet podem tomar tais atitudes sem uma única audiência legal ou posicionamento de um juiz. Só é preciso uma simples carta clamando “boa fé” de que o site citado infringiu o conteúdo da empresa. Assim que o Google ou o PayPal ou qualquer outro serviço receberem a notificação de quarentena, eles terão cinco dias para ou aceitar o pedido ou enfrentar o caso na justiça. Donos de direitos autorais ainda terão o poder de requerer tais bloqueios, mas na versão mais recente da lei, a janela de cinco dias foi aumentada, e as empresas agora precisarão da permissão da justiça.
A linguagem usada no SOPA dá a entender que eles estão mirando apenas os sites estrangeiros; por isso seu foco é em cortar os sistemas para levantar recursos e aumentar audiência e tráfego (sistemas normalmente baseados nos EUA) em vez de atacar diretamente o site (que está fora da jurisdição americana). Mas isso é só uma parte do problema.
…e pode potencialmente criar uma “lista negra da internet”…
Eis o outro problema: sistemas de processamento de pagamento ou provedores de conteúdo, como Visa ou YouTube, sequer precisam de uma carta para desligar as fontes de um site. O trecho “vigilante” da lei dá imunidade aos provedores que desativarem por conta própria sites que sejam considerados piratas. O que significa que a MPAA só precisa publicar uma lista dos sites que infringem leis para criar uma lista negra da internet.
O potencial de abuso aqui é enorme. Como aponta o Public Knowledge, o Google poderia simplesmente derrubar sites de vídeos virais da internet com uma única “carta de boa fé” acusando-os de hospedar material com direitos autorais. Deixando assim o YouTube como único portal de vídeos. A Comcast (provedora) é dona da NBC (provedora de conteúdo). E se eles decidirem desligar alguns domínios de concorrentes? Com a SOPA, eles podem fazer isso sem pedir permissão.
…que atingirá diretamente o bolso de praticamente todos os sites que você usa diariamente…
A SOPA também inclui uma cláusula “anti-evasão”, que basicamente diz que dizer a outras pessoas como infringir o SOPA é quase tão ruim quanto infringir direitos autorais. Em outras palavras: se você publica no Facebook um link do Pirate Bay, o Facebook estaria obrigado legalmente a removê-lo. O mesmo com tuítes, vídeos no YouTube, posts no Tumblr e no WordPress ou sites indexados no Google. E se o Google, Twitter, WordPress, Facebook e afins deixarem o link no ar? Eles enfrentarão uma “acareação” do governo. Eles podem ser desligados.
O dinheiro necessário para enfrentar essas batalhas judiciais seria monumental para grandes empresas, e praticamente impossível para start-ups. O SOPA censuria qualquer nova fonte social de notícias, impedindo-as de crescer.
…e pode eliminar toda sua vida digital…
O argumento do SOPA é que ele apenas afetará sites de torrent hospedados fora dos EUA. Isso é mentira. Como os crânios do Bricoleur apontam, o potencial dano colateral é enorme. E ele pode atingir você em cheio. Porque enquanto o Facebook e o Twitter têm recursos financeiros para rebater as notificações de remoção anti-evasão, os sites menores que você costuma usar para armazenas fotos, vídeos e outras coisas provavelmente não terão. Se o governo decidir que alguma parte de tal site realmente infringe direitos autorais? Plim, ele some. Sua vida digital pode sumir, e você não a encontrará em caixas.
…enquanto consegue ser tanto desnecessária quanto inefetiva….
A parte mais triste do SOPA é sua nulidade em duas frentes. Nos EUA, a MPAA e a RIAA já tem o DMCA (Digital Millennium Copyright Act) para requerer a retirada de material ilegal de sites. Nós já vimos várias mensagens de “vídeo removido” no YouTube e sabemos que isso funciona.
Já para os que operam fora dos EUA, isso é como tentar jogar um dardo em uma mosca tse-tse. A principal bandeira do torrent fora do território americano, o Pirate Bay, deixaram bem claro que eles não estão nem um pouco assustados. E por que eles deveriam estar? Seus donos conseguiram desviar com sucesso de qualquer tentativa tecnológica de remover o site do ar. Seus parceiros de publicidade não são baseados nos EUA, então também não podem ser enquadrados. Mas o mais importante do Pirate Bay é a ideia em si do Pirate Bay, com centenas de milhares de sites como ele, populosos e silenciosos como cogumelos em um pântano. Esqueça a possibilidade de sucesso do SOPA. É praticamente impossível que ele mude isso. Pelo menos com suas propostas e objetivos.
…mas que ainda tem uma bizarra chance de ser aprovada…
A SOPA é, em termos gerais, uma lei que mais parece um trem descarrilhando, uma dessas leis que subestima a natureza da internet e propões grandes perdas culturais e financeiras. A Casa Branca se posicionou completamente contra a lei. Assim como milhares de investidores e dezenas de homens e mulheres que ajudaram a construir a internet como conhecemos. Porém, diversas empresas gastaram muito dinheiro apoiando a SOPA, e ela continua popular na Câmara dos Deputados.
Aquela discussão no dia 15 de dezembro, que supostamente transformaria a lei em algo mais maleável? Besteira. Vinte emendas que adicionavam sanidade ao projeto foram rejeitadas na lata. E mesmo com a recente remoção de um dos pontos mais controversos da lei — filtragem obrigatória de DNS — na prática os provedores certamente usariam o DNS como ferramenta para remover um site acusado.
…a não ser que façamos algo.
O movimento contra o SOPA foi difícil de ser construído, mas finalmente chegamos ao topo. Wikipédia, BoingBoing, WordPress, TwitPic: todos eles estão fora do ar como forma de protesto hoje, dia 18 de janeiro. Uma passeata anti-SOPA está planejada para amanhã em Nova York. A lista de empresas que apoiam o SOPA ainda é longa, mas está diminuindo, em partes graças às ligações e mensagens que elas receberam nos últimos meses.
Ou seja, é preciso continuar a falar sobre o assunto. Nos EUA, as pessoas usam o telefone. Podemos usar o e-mail por aqui. Os EUA, um país famoso pelo tamanho orgulho de seus princípios de liberdade, precisa entender que a internet merece os mesmos direitos.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Acesse e confira !
Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos. Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente.
O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, basta acessar o site: www.dominiopublico.gov.br
domingo, 15 de janeiro de 2012
domingo, 1 de janeiro de 2012
ANTONIO GRAMSCI: CONTRA O JÚBILO COLETIVO OBRIGATÓRIO
Fazia tempo que postava nada , mas hoje (01),vou postar um texto do blog militânciaviva para reflexão. Boa leitura !
"Odeio o Ano Novo
Avanti! , 1º de Janeiro de 1916.
Toda manhã, ao acordar mais uma vez sob o manto do céu, sinto que para mim é o primeiro dia do ano.
Por isso odeio estes anos novos a prazo fixo, que transformam a vida e o espírito humano em uma empresa comercial, com sua prestação de contas, seu balanço e suas previsões para a nova gestão. Eles fazem com que se perca o sentido de continuidade da vida e do espírito. Termina-se por acreditar a sério que entre um ano e outro exista uma solução de continuidade e comece uma nova história; fazem-se promessas e projetos, as pessoas se arrependem dos erros cometidos etc. É um equívoco geral que afeta a todas as datas.
Dizem que a cronologia é a ossatura da história. Pode-se admitir que sim. Mas também é preciso admitir que há quatro ou cinco datas fundamentais, que toda pessoa conserva gravadas no cérebro, datas que tiveram efeito devastador na história. Também elas são primeiros dias de ano. O Ano Novo da história romana, ou da Idade Média, ou da era moderna. Elas se tornaram tão invasivas e tão fossilizantes que nos surpreendemos a pensar algumas vezes que a vida na Itália começou em 752, e que 1490 ou 1492 são como montanhas que a humanidade ultrapassou de um só golpe para entrar em um novo mundo e em uma nova vida. Com isso, a data converte-se em um fardo, um parapeito que impede que se veja que a história continua a se desenvolver de acordo com uma mesma linha fundamental, sem interrupções bruscas, como quando o filme se rompe no cinematógrafo e se abre um intervalo de luz ofuscante.
Por isso odeio a passagem do ano. Quero que cada manhã seja um ano novo para mim. A cada dia quero ajustar as contas comigo mesmo e renovar-me. Nenhum dia previamente estabelecido para o descanso. As pausas eu escolho sozinho, quando me sinto embriagado de vida intensa e desejo mergulhar na animalidade para extrair um novo vigor. Nenhum travestismo espiritual. Cada hora da minha vida eu gostaria que fosse nova, ainda que vinculada às horas já transcorridas. Nenhum dia de júbilo coletivo obrigatório, a ser compartilhado com estranhos que não me interessam. Só porque festejaram os avós dos nossos avós etc., teremos também nós de sentir a necessidade de festejar. Tudo isso dá náuseas."
Fonte
Antonio Gramsci (Ales, 22 de janeiro de 1891 — Roma, 27 de abril de 1937), político, cientista político, comunista e antifascista italiano.
"Odeio o Ano Novo
Avanti! , 1º de Janeiro de 1916.
Toda manhã, ao acordar mais uma vez sob o manto do céu, sinto que para mim é o primeiro dia do ano.
Por isso odeio estes anos novos a prazo fixo, que transformam a vida e o espírito humano em uma empresa comercial, com sua prestação de contas, seu balanço e suas previsões para a nova gestão. Eles fazem com que se perca o sentido de continuidade da vida e do espírito. Termina-se por acreditar a sério que entre um ano e outro exista uma solução de continuidade e comece uma nova história; fazem-se promessas e projetos, as pessoas se arrependem dos erros cometidos etc. É um equívoco geral que afeta a todas as datas.
Dizem que a cronologia é a ossatura da história. Pode-se admitir que sim. Mas também é preciso admitir que há quatro ou cinco datas fundamentais, que toda pessoa conserva gravadas no cérebro, datas que tiveram efeito devastador na história. Também elas são primeiros dias de ano. O Ano Novo da história romana, ou da Idade Média, ou da era moderna. Elas se tornaram tão invasivas e tão fossilizantes que nos surpreendemos a pensar algumas vezes que a vida na Itália começou em 752, e que 1490 ou 1492 são como montanhas que a humanidade ultrapassou de um só golpe para entrar em um novo mundo e em uma nova vida. Com isso, a data converte-se em um fardo, um parapeito que impede que se veja que a história continua a se desenvolver de acordo com uma mesma linha fundamental, sem interrupções bruscas, como quando o filme se rompe no cinematógrafo e se abre um intervalo de luz ofuscante.
Por isso odeio a passagem do ano. Quero que cada manhã seja um ano novo para mim. A cada dia quero ajustar as contas comigo mesmo e renovar-me. Nenhum dia previamente estabelecido para o descanso. As pausas eu escolho sozinho, quando me sinto embriagado de vida intensa e desejo mergulhar na animalidade para extrair um novo vigor. Nenhum travestismo espiritual. Cada hora da minha vida eu gostaria que fosse nova, ainda que vinculada às horas já transcorridas. Nenhum dia de júbilo coletivo obrigatório, a ser compartilhado com estranhos que não me interessam. Só porque festejaram os avós dos nossos avós etc., teremos também nós de sentir a necessidade de festejar. Tudo isso dá náuseas."
Fonte
Antonio Gramsci (Ales, 22 de janeiro de 1891 — Roma, 27 de abril de 1937), político, cientista político, comunista e antifascista italiano.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Carlos Marighella Hoje na História, 1911, nascia Carlos Marighella
Viva Marighella !
O mulato Carlos Marighella era filho de um imigrante italiano, o operário Augusto Marighella e Maria Rita do Nascimento, negra e filha de escravos. Teve sete irmãos e irmãs.
Fez os estudos iniciais no Ginásio da Bahia, hoje Colégio Central. Contrariando as expectativas reservadas a famílias de poucas posses, em 1929, Carlos começou a cursar engenharia civil na Escola Politécnica da Bahia.
Um sujeito que viveu a repressão dos regimes autoritários. Essa poderia ser a primeira impressão constatada ao visualizarmos a trajetória do baiano Carlos Marighella. Nascido em 1911, na cidade de Salvador, esse famoso militante político teve a oportunidade de vivenciar o autoritarismo do Estado Novo (1937-1945) e, décadas mais tarde, assistir ao golpe que instalou a ditadura militar no Brasil no ano de 1964.
Sua trajetória política aconteceu nos primeiros anos do governo provisório de Getúlio Vargas, quando participou de algumas manifestações que exigiam a reorganização do cenário político nacional com a elaboração de uma nova Carta Constituinte. Durante os protestos acabou sendo preso pelas autoridades e, com isso, começou a enxergar com importância maior a sua atuação política mediante os problemas sociais e econômicos vividos naquele período.
No ano de 1936, decidiu abandonar seus estudos de Engenharia Civil e se filiou ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), que na época era dirigido por figuras históricas como Astrojildo Pereira e Luís Carlos Prestes. Sua chegada ao partido se deu em uma época bastante complicada, pois, um ano antes, os dirigentes comunistas haviam tentado derrubar Getúlio Vargas com a deflagração da Intentona Comunista. Mais uma vez, Marighella fora alvo das forças repressoras do Estado. Já na primeira detenção conheceu os métodos escusos com que as forças policiais da época agiam contra os inimigos do regime. Carlos foi brutalmente espancado e sofreu várias torturas ao longo de um mês. Saindo da cadeia um ano depois, prosseguiu em sua luta política buscando aumentar os militantes do ideário comunista.
Em 1939, foi mais uma vez preso e torturado, sofreu novas sessões de tortura para que delatasse as atividades de seu partido. Somente com a queda do Estado Novo, em 1945, Carlos Marighella saiu da prisão para viver uma nova fase de sua luta política. Naquele ano, venceu as eleições como um dos mais bem votados deputados federais da época. No entanto, seguindo instruções políticas do governo norte-americano, o governo Dutra realizou a cassação de todos os políticos que estivessem filiados a partidos de inspiração comunista.
Dessa forma, impedido de atuar pelos meios legais, Marighella continuou a buscar apoio político entre trabalhadores e estudantes. No ano de 1959, o triunfo da Revolução Cubana e a falta de uma ação transformadora pelo PCB levaram o apaixonado idealista a questionar sobre a possibilidade de uma revolução popular armada capaz de transformar o cenário político nacional. Com o estouro da Ditadura Militar, foi mais uma vez perseguido pelas forças policias.
Veja mais sobre Carlos Marighella
Já no primeiro ano da ditadura, entrou em confronto direto com o regime ao trocar tiros com a polícia e bradar a favor do comunismo. Novamente encarcerado, aproveitou o tempo de reclusão para produzir “Por que resisti à prisão”, obra onde explicava a necessidade de se organizar um movimento armado em oposição aos sombrios tempos da repressão. No ano de 1967, mais uma vez liberto, resolveu romper com o marasmo dos comunistas para formar com outros companheiros dissidentes a Ação Libertadora Nacional. Essa organização clandestina teria como principal objetivo treinar grupos guerrilheiros com o objetivo de formar um expressivo movimento armado urbano.
Após treinar os guerrilheiros na zona rural, o segundo objetivo era arrecadar meio milhão de dólares com a realização de uma série de assaltos a banco na cidade de São Paulo. Na primeira ação, conseguiu pilhar 10 mil dólares de uma instituição bancária da época. Contudo, a penosa missão de manter esse grupo sob a onipresente repressão militar foi se tornando cada vez mais difícil, principalmente, pela falta de preparo de seus comandados.
No ano de 1968, um militante capturado por policias confirmou Carlos Marighella com um dos articuladores daquela onda de assaltos. Logo de imediato, os meios de comunicação subservientes aos interesses do regime militar distorceram toda a trajetória de lutas de Marighella, descrevendo-o como um “líder terrorista”. No final de 1968, o cerco em torno de Carlos piorou com a publicação do AI-5. No ano seguinte, o seqüestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick reforçou a perseguição sobre todos aqueles que representassem uma ameaça à ordem imposta.
No dia 4 de novembro de 1969, em uma ação planejada pela Delegacia de Ordem Política e Social, Carlos Marighella foi morto na cidade de São Paulo, aos 57 anos de idade. Sua morte representou um dos mais incisivos golpes contra os setores radicas da esquerda nacional e contribuiu para que a Ditadura Militar alcançasse sua própria estabilidade. Somente com a crise do regime, no final da década de 1970, a imagem desse ativista foi redimida como um dos símbolos contra a repressão política no Brasil. Por Rainer Sousa Graduado em História
Fonte: Brasil Escola
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